leszek sokol
evasões e rupturas sub-nupciais
quem no desgaste da queda solta o baldaquino ou sob o mesmo menstrua do mulherio a casta virtude?
in mementum mori* a entropia favorece a des.memória e o animal agonizante vocifera aforismos e lembradoras ambulantes onde nasce o adrede e o aresto em mistifórios autos-de-fé .cismam os velhos em cada despedida como
farroupilhas violados em ígneas desavenças
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*na lembrança da morte
escrito e editado por
Gabriela Rocha Martins
a soberbia dos bem aventurados
adensam-se as amálgamas não como símbolos alquímicos mas como derrames de manchas que im.perceptíveis vagueiam de mortalha em mortalha .rasuras de misógenes anseios ou destrezas de vogar em águas impressas sob a derme do destino .no hábil des.acerto da superbia precidit falum* os apóstatas re.colhem da matéria uns restos de deslustre a fim de con.fundirem o absoluto como seu
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*o orgulho antecede a queda
escrito e editado por
Gabriela Rocha Martins
na despedida dos monólogos
de zamborrada em zamborrada cismam as ucharias engrampadas nas mãos que com elas coabitam num dealbar de aforismos .admenos os menesterosos entumecem em rupturas e enganos o que o mistifório assumiu mortis en solatium* .vacante o rio re.desenha a margem em adregas e gritos como destreza maior de folgar a entropia
no tropel dos sufragâneos alardeiam-se os corifeus
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*a morte como consolação
escrito e editado por
Gabriela Rocha Martins
soltos os ventos à revelia de Éolo
agoureiro o encontro ficcionou a ambivalência e Lázaro aposto o sudário guarnece ao longo do corpo uma paisagem de outros entendimentos .falece o ardil à sombra da revelia tal-qualmente o banzeiro que sangrante se evade na barca de Hades .há um dulcíssimo legato sob a capa de Schubert enquanto descrentes os hereges pigmentam a bafagem .é deles a evasão e o luto
como aresto de um verso misógeno
escrito e editado por
Gabriela Rocha Martins
a caixa de Pandora
valetudinário o deslustre agoira desconchavos e se debaixo da imagem dos direitos e dos avessos houver uma forma primeva de guarnecer as arengas alguém pausará uma gramática de acenos no rosto de Hamlet enquanto de atalaia os hereges revoltar-se-ão contra as poternas violáveis .no poscénio um augúrio triste sobrepõe-se à destreza das mãos que tanganho
à bocela se agastaram
escrito e editado por
Gabriela Rocha Martins
entre preces e lausperenes
assim vacante entre merlões traveses e cortinas apoiadas em revelins o Verbo torna-se uma célula alardeada que no deslustre da bafagem deixa ab intestato um ventre como memória in.fecunda .néscio imerge entre madrigais mistificando num auto-de-fé a estultícia de preces lausperenes e um Te Deum despiciendo em voz estentória
a inversão de todos os sentidos
escrito e editado por
Gabriela Rocha Martins
a re.edição do erro como desculpa
no desconchavo dos acentos re.editam-se omissões a que o fisiocratismo tece registos e registos inusitados .de pé apenas a falácia de um argumento a que os dislates acusam de despautério .vadeável a hipótese do absurdo quanto as palavras cerceadas pela hipocrisia do agoureiro .abafas e tesuras mecanizadas implodem a explosão da escrita que degolada
adrega labéus entre Cilas e Caríbdis
escrito e editado por
Gabriela Rocha Martins
des.teço o pensamento compactado
ácidos quanto o livre alvedrio os bargantes espalham-se através dos fragmentos compactados da verdade arengada em focinhos de cães .Perípato alterca com o axioma estruturado no reino das máscaras enquanto fóbica a farroupilha do ergástulo se distende a quem traz a ledice nos olhos .ousa-se temperar o omisso ou explicar o indício nos canteiros das peónias
como os alambicados pensamentos que se tecem em pastos in.explorados
escrito e editado por
Gabriela Rocha Martins
a i.licitude da escrita sem limites
de mergulho em mergulho indicio o viável como larva na lucidez duma escrita a que o tempo faltou
escrito e editado por
Gabriela Rocha Martins
na aridez dos caprichos
arrítmicas as pausas insuflam um modo outro de pisar o pó a fim de esquecer o mergulho dentro do tempo .das mensagens herméticas engalanadas em recessos conducentes a nenhures .das janelas fechadas pela nudez dos excessos enquanto o cheiro a mofo persegue o parágrafo consagrado à apoteose .este cifrado em axiomas des.conexos passa a des.conforto
num registo cujo libreto o mestre desossou .assim a aridez dos polos divergentes
escrito e editado por
Gabriela Rocha Martins
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